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  • Sertão Digital impulsiona modelo de Cidades Inteligentes na Paraíba

    Sertão Digital impulsiona modelo de Cidades Inteligentes na Paraíba

    Os municípios paraibanos de Marizópolis, Cajazeiras, Sousa, São João do Rio do Peixe e São José de Piranhas buscam soluções inovadoras de gestão pública com o objetivo de tornarem-se modelo de Cidades Inteligentes para a região.

    Desde 2024, Wellington Carvalho, idealizador do Projeto Sertão Digital vem estreitando relações com lideranças das cidades do interior paraibano com intuito de levar modernização para setores da administração pública municipal, promovendo a transformação digital, bem como a capacitação de técnicos e desenvolvedores de sistemas tecnológicos e inovadores para atuarem nas cidades escolhidas.

    O Projeto Sertão Digital tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico, social e científico municipal, por meio do uso de soluções de código aberto e ou livres e da realização das seguintes ações: Digitalização dos serviços públicos (Cidade sem papel), capacitação de mão de obra qualificada em tecnologia, criação de ambientes de desenvolvimento, inovação, hubs tecnológicos e startups, fortalecimento da economia verde, do empreendedorismo e também da geração de empregos e serviços em tecnologia.

    A iniciativa também busca parcerias com universidades públicas e institutos de tecnologia do estado da Paraíba para a implementação da Academia de inovações, programa de formação de talentos digitais do Sertão Digital. A proposta visa inserir o Nordeste em um grande ecossistema tecnológico com projetos dedicados para cidades inteligentes, educação, segurança pública, saúde, energias renováveis e sustentabilidade, promovendo a transformação digital e movimentando a economia local, sem esquecer da transparência para a sociedade.

    Os municípios que já aderiram ao projeto Sertão Digital e serão cidades-piloto começam as implantações ainda em 2025. Recentemente Campina Grande iniciou o processo de adesão, que possibilitará a formação futura de um pólo regional de inovação, transformação social, desenvolvimento sustentável, inclusivo e de fortalecimento econômico no sertão paraibano.

    Em breve as primeiras parcerias e ações locais do projeto serão anunciadas no Portal do Sertão Digital. Conheça o Projeto e acompanhe os próximos passos rumo a transformação Digital do Nordeste brasileiro no endereço: https://sertaodigital.org/

  • Brasil ainda pode ser líder mundial em Bens Públicos Digitais

    Brasil ainda pode ser líder mundial em Bens Públicos Digitais

    Os dois eventos comemorativos dos 20 anos do software público realizados em maio, refletiram a força do modelo brasileiro, que se manteve em atividade por todos esses anos. O representante da prefeitura de Volta Redonda, Caio Teixeira, comentou que o município utiliza o e-Cidade desde 2013 e vem avançando com a instalação de novos módulos do software.[1]

    Nas duas transmissões, vários temas chamaram atenção dos participantes. E três deles merecem destaque. O primeiro tem relação com o alinhamento do software público com os bens públicos Digitais. O Brasil já praticava esse modelo antes mesmo da ONU criar o conceito de Bens Públicos Digitais (Digital Public Goods-DPGs).

    Quando em 2019, a ONU promove a criação de uma aliança internacional para os DPGs totalmente estruturada em padrões abertos, como uma forma de promover seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a soberania digital, os conceitos trazidos pela entidade internacional reforçaram quanto o Brasil foi pioneiro no lançamento do Portal do Software público brasileiro em 2007 e como o modelo, criado em 2005, tem muitas similaridades com os DPGs.

    O segundo destaque foi a presença de um caso de sucesso voltado para o mercado privado. O Novo SGA [2] , que faz a gestão de atendimento ao público. A solução passou a ser adotada por clínicas e cartórios. Neste caso, temos uma grande mudança com relação ao comportamento da demanda: migrando do setor público para o privado, algo que reforça a qualidade das soluções.

    O terceiro e certamente mais importante para o momento: a comprovação da maturidade do modelo. São casos de sucesso com proporções e realidades muito diferentes e distribuídas em todas as regiões do País. Essa diversidade demonstra que o software público pode ser usado em qualquer cidade ou instituição pública, e, com pequenos ajustes até mesmo na esfera privada.

    A maturidade das soluções acena para uma possível aceleração da transformação digital das cidades brasileiras, viabilizando a modernização da gestão; a digitalização de serviços, movimentando a economia e gerando oportunidades de negócios e de empregos.

    Embora os relatos tenham um grande significado para os resultados positivos do evento, a consolidação do modelo, reforça que o Brasil ainda pode liderar esse processo no mundo.

    A imagem ao lado, do ano de 2014, traz o governo do México organizando uma grande equipe para trabalhar com o modelo criado no Brasil. Essa possibilidade de liderança repousa sobre a qualidade das soluções desenvolvidas no Brasil: nenhum país possui um sistema de gestão integrada no modelo dos DPGs. Nós temos o e-Cidade.

    O Brasil pode retornar a liderança. O caminho não é trivial, mas o registro do evento de 20 anos do SPB pode ajudar a sensibilizar as autoridades do governo federal, de outras Unidades da Federação e a Sociedade. Quem assistir às transmissões poderá compreender que nosso pioneirismo permanece vivo.

    Links relacionados (eventos online dos 20 Anos do Software Público) :

    Fonte: https://artecult.com/brasil-ainda-pode-ser-lider-mundial-em-bens-publicos-digitais/