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  • Curso sobre e-Cidade aproxima comunidade, empresas e IFBA e fortalece ecossistema do software público

    Curso sobre e-Cidade aproxima comunidade, empresas e IFBA e fortalece ecossistema do software público

    Alunos do Instituto Federal da Bahia-IFBA

    O que começou como uma iniciativa inédita de capacitação envolvendo um software público, empresas prestadoras de serviços, comunidade e uma instituição pública de ensino superior, teve sua conclusão com avaliações positivas dos participantes e novas perspectivas de colaboração.

    Oferecido pelo Comitê Gestor do e-Cidade, formado pelas empresas DBSeller, CPD Municipal, Contass, Navarro Tecnologia e pela cooperativa LibreCode, o curso teve como objetivo envolver estudantes do universo do software público e, ao mesmo tempo, apresentar conhecimentos que podem contribuir para sua formação profissional.

    Durante o curso, os participantes tiveram contato com diferentes aspectos da plataforma, partindo dos fundamentos da linguagem PHP e avançando para conceitos relacionados à programação estruturada e à Programação Orientada a Objetos (POO). Também foram abordadas as diferenças entre tecnologias legadas e arquiteturas mais modernas, além de ferramentas e conceitos fundamentais para o desenvolvimento colaborativo.

    Uma imersão na arquitetura do e-Cidade.

    Para os alunos, a experiência possibilitou compreender não apenas as tecnologias utilizadas no desenvolvimento do e-Cidade, mas também a evolução da plataforma ao longo dos anos e o ecossistema formado em torno do sistema.
    O aluno Helder Paiva, ex aluno IFBA, destacou a organização e a progressão dos conteúdos apresentados durante a capacitação:

    “O curso superou minhas expectativas! A progressão do conteúdo foi impecável: saímos da ambientação em PHP (estruturado e POO), passamos pela comparação entre legado e moderno, até chegarmos ao controle de versão com Git e aos fundamentos do software livre. Foi uma verdadeira imersão na arquitetura do e-Cidade. Parabéns a todos os instrutores e organizadores!”

    A avaliação de Helder evidencia um dos principais objetivos da capacitação: oferecer aos estudantes uma visão ampla da plataforma, relacionando conhecimentos técnicos, desenvolvimento de software e os princípios que orientam o ecossistema de software público e livre. Esses conteúdos podem ser acessados na página do e-cidade pelo endereço: https://ecidade.softwarepublico.org/

    Do aprendizado técnico à aplicação prática

    Para Jorge Roberto Argolo de Oliveira, estudante do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFBA, o conteúdo técnico adquirido durante a capacitação terá aplicação direta tanto no desenvolvimento do e-Cidade quanto nas soluções futuras que estão no projeto Cidade Inteligentes da instituto federal.
    Segundo o estudante:
    “O curso do e-Cidades ofereceu uma bagagem excelente, trazendo um aprendizado prático e aprofundado sobre a base e a estrutura do projeto. Esse conhecimento será fundamental não só para o desenvolvimento no próprio e-Cidade, mas também para as soluções digitais que estamos criando no Cidades Inteligentes. Toda essa orientação transmitida pelos seniores nos dá a base necessária para prever caminhos eficientes e evitar retrabalhos futuros.”

    O depoimento reforça um dos diferenciais da iniciativa: a possibilidade de os estudantes aprenderem diretamente com profissionais experientes no desenvolvimento e na evolução de sistemas utilizados na gestão pública, permitindo não apenas a transmissão de conhecimentos técnicos, mas também o compartilhamento das experiências acumuladas ao longo dos anos e contribuindo para decisões mais eficientes nos novos projetos.

    Muito além da tecnologia

    A experiência proporcionada pelo curso também despertou nos estudantes uma percepção mais ampla sobre o papel do software público e seu impacto na sociedade.
    Para Andesson dos Reis Matos, também estudante do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFBA, conhecer a trajetória e os bastidores do e-Cidade permitiu compreender que o desenvolvimento de sistemas para a gestão pública vai muito além dos aspectos técnicos.
    “O curso do e-Cidade me abriu os olhos para a verdadeira força do Software Público no Brasil. Ter a experiência de atuar em várias áreas, acompanhando um código desde o seu legado até a modernidade, e ver como funcionam os bastidores de algo tão gigantesco, me fez perceber que nosso esforço não é apenas sobre tecnologia. É sobre manter a engrenagem de cidades inteiras rodando de forma gratuita e acessível. Foi uma vivência muito realista, que trouxe um propósito social imenso para o nosso dia a dia.”

    O depoimento traduz uma das características mais importantes do software público: seu impacto ultrapassa o desenvolvimento e a manutenção de código. Sistemas como o e-Cidade estão diretamente relacionados à prestação de serviços e ao funcionamento de estruturas da administração pública, alcançando diariamente cidadãos e municípios.
    Ao conhecer esse contexto de forma prática, os estudantes passam a enxergar o desenvolvimento de software também como uma atividade capaz de produzir impacto social e contribuir para a transformação digital do setor público.

    A força de uma construção colaborativa

    A formação oferecida pelo curso também teve como propósito apresentar aos estudantes uma característica fundamental do e-Cidade: a possibilidade de evolução colaborativa do projeto, com a participação de diferentes profissionais, empresas e organizações.


    Vitor Mattos, CTO da LibreCode e integrante do Comitê Gestor do e-Cidade, participou da elaboração da ementa do curso, ministrou aulas de PHP e foi responsável pela aula sobre Git. Na avaliação dele, um dos pontos mais importantes da capacitação foi mostrar aos alunos que o e-Cidade pode ser construído de forma colaborativa, permitindo que diferentes atores participem da criação de módulos e da evolução do projeto.
    “Um software público ganha força quando sua evolução é construída de forma colaborativa, por uma comunidade ativa e diversa. Quanto mais pessoas e empresas puderem contribuir com melhorias e participar das decisões sobre os próximos passos do projeto, melhor para o e-Cidade e para os municípios que dependem dele. Quando recursos públicos financiam a evolução de uma tecnologia pública, esse investimento também deveria ampliar um patrimônio tecnológico compartilhado, e não ser desenvolvimento isolado, com código, conhecimento ou planejamento concentrados em poucos atores.”

    A participação de Vitor no curso reforça justamente essa proposta. Ao lado dos demais integrantes do Comitê Gestor e dos profissionais envolvidos na capacitação, ele levou para a sala de aula não apenas conhecimentos sobre linguagens e ferramentas, mas também a experiência prática de quem participa da construção e manutenção do ecossistema e-Cidade.
    A abordagem colaborativa amplia as possibilidades de desenvolvimento do software e favorece a circulação de conhecimento entre profissionais, empresas, instituições de ensino e comunidade.
    Conhecimento que pode gerar novas oportunidades
    Além da formação técnica, o curso também buscou apresentar aos alunos as possibilidades profissionais existentes em torno do e-Cidade.
    A iniciativa aproxima os estudantes das empresas que atuam diretamente com a plataforma e cria um ambiente favorável para a formação de novos profissionais, seja para atuação no mercado de tecnologia, seja para o desenvolvimento de novos projetos e soluções.
    A proposta está alinhada à visão apresentada na abertura do curso pelo especialista em Ecossistemas Digitais Corinto Meffe, que destacou o potencial do software público para gerar soluções, oportunidades e novos modelos de empreendedorismo digital.
    Nesse contexto, a capacitação representa mais do que o ensino de uma linguagem de programação ou de ferramentas específicas. Ela aproxima estudantes de um ecossistema tecnológico real, utilizado na gestão pública e em constante evolução.

    Do aprendizado à aplicação nas Cidades Inteligentes

    Um dos diferenciais da iniciativa foi justamente a possibilidade de relacionar os conhecimentos apresentados durante o curso ao projeto Cidades Inteligentes, desenvolvido pelo IFBA na região de Irecê, na Bahia.
    A conexão entre capacitação e aplicação prática amplia o potencial da parceria e permite que o conhecimento adquirido pelos estudantes seja relacionado a desafios concretos da transformação digital dos municípios.

    Dessa forma, o curso estabelece uma ponte entre formação acadêmica, conhecimento técnico, software público e inovação, criando um ambiente em que o aprendizado pode ser transformado em projetos e soluções concretas.

    Fonte: https://artecult.com/curso-sobre-e-cidade-aproxima-comunidade-empresas-e-ifba-e-fortalece-ecossistema-do-software-publico/

  • Aula inaugural do e-Cidade faz história

    Aula inaugural do e-Cidade faz história

    Alunos do Instituto Federal da Bahia-IFBA

    Pela primeira vez, desde 2013, um software público realiza um curso de capacitação que aproxima as empresas que prestam serviços ao software, a comunidade e os alunos de uma instituição pública de ensino superior. A aula inaugural aconteceu na quarta-feira, dia 22/07, e contou com a presença de quase 40 alunos do Instituto Federal da Bahia-IFBA.

    O curso foi oferecido gratuitamente para o IFBA e participantes da comunidade sob a liderança do Comitê Gestor do e-Cidade, composto pelas empresas DBSeller, CPD Municipal, Contass, Navarro Tecnologia e a cooperativa LibreCode. O conteúdo tem um foco técnico e busca ensinar a linguagem PHP aplicado ao e-Cidade.

    Na visão do professor Wanderlei Silva, da empresa CPD Municipal, a aula inaugural foi um sucesso e um importante marco alcançado pela comunidade. Na aula inaugural foram abordados o inicio do software e-Cidade, a sua importancia até hoje como genuíno software público brasileiro, as parcerias e projetos  que o curso proporcionará envolvendo o e-Cidade e o ” Cidades Inteligentes”, projeto do IFBA.

    Entrando na parte mais tecnica, a palestra abordou a arquitetura do e-Cidade, informações fundamentais sobre o sistema, a filosofia e importancia do cenário atual do software público.

    O professor contou com o apoio de Wellington Carvalho ( Sertão Digital) e Gabriel Senna ( DBseller) que também vão ministrar o curso.

    Para Gabriel Senna, analista da empresa DBSeller, a aula sobre a arquitetura base do e-cidade foi muito esclarecedora para que os alunos entendam  o ecossistema desse GRP.

    Durante a explicação do modelo cliente-servidor, Gabriel comentou sobre a base sólida do ambiente, usando tecnologias de código aberto que já conhecemos, como Linux, PostgreSQL, Apache e PHP. “Deu para perceber claramente a evolução tecnológica da plataforma durante os slides e os anos: começamos vendo que o sistema começou com aquela estrutura clássica de frontend (HTML4, CSS3, JavaScript e AJAX) e depois fomos apresentados aos frameworks mais modernos que utilizamos, como Vue.js e Laravel. A parte de comunicação web também fluiu muito bem; a revisão sobre o protocolo HTTP e a estruturação em XML preparou o terreno para entendermos as diferenças entre APIs RESTful e o protocolo SOAP.”

    Na abertura do evento, o convidado Corinto Meffe, especialista em Ecossistemas Digitais, comentou que o curso demonstra como o software público tem capacidade de gerar soluções e oportunidades de forma mais acelerada que outros modelos. Os alunos podem se tornar profissionais que atuem nas empresas do Comitê Gestor ou criem as suas próprias empresas, fortalecendo o empreendedorismo digital.

    O curso acontece em ambiente cedido pelo IFBA e o conteúdo será aplicado diretamente no projeto de Cidades Inteligentes, que é liderado pelo Instituo na região de Irecê, na Bahia.

    FONTE: https://artecult.com/aula-inaugural-do-e-cidade-faz-historia/